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Quinta-feira, 25 de abril de 2019

Muro da Mauá deve ser derrubado?

Crédito: Tadeu Vilani
SIM Construído no começo dos anos 1970, o Muro da Mauá, que caracteriza a paisagem no centro da Capital, foi projetado para fazer frente a uma enchente equivalente à pior que a região já registrou, em 1941. Por isso, conta com três metros de altura acima do solo e outros três metros enterrados. As estimativas mais recentes, porém, indicam que o risco de uma cheia como aquela se repetir é de um episódio a cada 1,5 mil anos, conforme informações do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Para o arquiteto e urbanista Benamy Turkienicz, a baixa probabilidade de um evento extremo ocorrer novamente no curto prazo já seria uma justificativa para a remoção ou a redução do obstáculo. - Tirar o Muro da Mauá representaria um enorme ganho para Porto Alegre. A área portuária fazia parte do cenário urbano antes do muro, e depois dele deixou de existir como componente do centro urbano - declara o profissional, também professor da UFRGS. O paredão, segundo ele, poderia dar lugar a um substituto mais baixo, destinado a prevenir apenas enchentes de menor impacto e mais prováveis. O urbanista também sugere que se analisem outras indicações de alternativas, como estruturas móveis que sejam acionadas somente quando houver ameaça de aguaceiro no município. - Outros eventos de menor porte podem ocorrer com mais frequência, a cada cem, 200 anos. Para esses casos, um muro baixo já seria o suficiente - afirma Turkienicz. PROJETO DE DEMOLIÇÃO RETIRADO DA GAVETA Com a discussão reaberta, o vereador Idenir Cecchim (MDB) desarquivou na terça-feira um projeto apresentado originalmente na Câmara Municipal ainda em 2010, que propõe a derrubada da estrutura - embora Cecchim admita a ideia de apenas reduzir seu tamanho caso isso facilite uma eventual aprovação da medida. - É um exagero termos um muro desse tamanho, que prejudica a integração da cidade. Se tivermos outra enchente como a de 1941, outros bairros ficarão embaixo d'água de qualquer jeito - argumenta o parlamentar. Em princípio, o projeto teria de passar por comissões antes de seguir para o plenário, mas o vereador informou que pretende verificar maneiras de apressar a tramitação da proposta. Ainda não há prazo determinado para o documento ser analisado na Câmara.

Marcelo Gonzatto
ZH 25/04/2019 PAG. 20



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